AS MUDANÇAS NA VIDA DO ADULTO

fevereiro 9, 2012

 

O que define um adulto? Do ponto de vista social, a pessoa adulta é aquela que, ao menos em tese, possui condições para a gerenciar a própria vida, abrangendo os aspectos cognitivos, materiais, morais e emocionais. A aprendizagem do adulto se dá principalmente pela experiência prática e será mais rápida naqueles aspectos onde o indivíduo já possui conhecimentos anteriores.

No cérebro, a cada aprendizagem novas sinapses são produzidas e a cada vivência semelhante vamos consolidando as informações produzindo memórias que se tornam mais facilmente acessadas. Em outras palavras, no decorrer da vida vamos constituindo comportamentos e ações que se manifestam de forma automática e quando pensamos em mudanças, estamos falando de modificar esses comportamentos.

Assim, toda e qualquer mudança exige que tenhamos consciência daquilo que aprendemos e como agimos para modificarmos o que for necessário.

Ao ficarmos adultos, é natural passarmos por períodos em que nos sentimos estagnados ou desmotivados. Esse é o momento em que a mudança torna-se imperativa, sob o risco de adoecermos fisica e emocionalmente. Muito se fala em qualidade de vida, constructo que envolve questões materiais, fisicas, psicologicas, profissionais. Buscar qualidade de vida é um processo de autoconhecimento que nos possibilita resistir as pressões externas, tornando-nos auto-regulados.

A busca de um sentido para a existência é o que nos dá energia para as transformações necessárias. Conhecer suas prioridades existenciais e entender quais são seus desafios auxiliam a planejar a vida definindo metas e objetivos. Para conhecer prioridades, é importante começar avaliando os diferentes aspectos de sua vida:

• Condições físicas: estado geral de saúde.

• Vida material: condições de moradia, alimentação, trabalho e lazer. Estabilidade financeira, condizente com as expectativas materiais da existência.

• Aspectos emocionais: auto-estima, relações familiares, sentimento de companheirismo, vida afetiva e sexual.

• Realização pessoal e profissional: sentir-se desafiado e motivado ao crescimento, descobrir novas aptidões ou novas aplicações para talentos já desenvolvidos.

O QUE VOCÊ JÁ CONQUISTOU …

• em sua vida profissional?

• Em sua vida afetiva?

• Em relação ao seu corpo?

• Em relação a você mesmo (suas qualidades e talentos?)

O QUE VOCÊ MUDARIA…

• Em seu corpo?

• Em sua casa?

• Em seu trabalho?

• Em seu relacionamento?

AGORA ALGUMAS REFLEXÕES IMPORTANTES…

• Quais os conhecimentos você tem que podem lhe ajudar na mudança desejada? Quais conhecimentos você não tem, mas sabe que eles são necessários?

• Você tem condições reais (fisicas, materiais, emocionais) para empreender esse processo de mudança? Se não tem, pode fazer algo para conseguir?

• Essa mudança depende exclusivamente de você ou é necessário que outras pessoas também mudem para que você tenha o que quer? • Em que medida essas mudanças contribuiriam para melhorar sua auto-estima e tornar sua vida mais feliz?

• Os resultados esperados compensam os sacrifícios e esforços que você precisará fazer?

EM BUSCA DO AMOR PRÓPRIO

Nada substitui o amor próprio. Amar a si próprio significa cuidar de si, conhecer seus limites sabendo quais podem ser superados e quais devem ser respeitados. Algumas vezes a dificuldade em ver-se como uma pessoa merecedora de coisas boas compromete o andamento da vida e leva ao adoecimento psíquico, impedindo as mudanças. Se esse for o caso, torna-se mais difícil perceber potencialidades e consequentemente há uma espécie de paralisia existencial. Sair sozinho dessa condição é muito difícil. Procurar um bom psicoterapeuta pode auxiliar muito, lembrando que a psicoterapia é um processo e o psicoterapeuta por mais competente que seja, não pode fazer milagres. Existem várias linhas psicoterápicas e é possível escolher aquela com a qual você mais se identifica ou que é mais indicada ao seu caso. Falarei sobre as diferentes abordagens psicoterápicas em um próximo texto.

MARIANGELA ONOFRE, PSICÓLOGA, PSICOTERAPEUTA DE ABORDAGEM CORPORAL.

CONTATO: mariangela.aloise@gmail.com

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Curso Consciência Corporal e Sexualidade Feminina

junho 16, 2011

Conhecer mais sobre o funcionamento do próprio corpo e entender  como os aspectos emocionais interferem na sexualidade são os objetivos do curso “Consciência Corporal e Sexualidade Feminina”, ministrado pela psicóloga Mariangela Aloise Onofreem Porto Velho.

 

Estão previstas três turmas: 01 e 02 de julho (turma I), 05 e 06 de agosto (turma II) e 02 e 03 de setembro (turma III). O curso terá duração de seis horas e é destinado exclusivamente para mulheres com interesse em desenvolver a percepção de seu próprio corpo, integrando sua sexualidade de forma positiva e criativa.

 

As participantes aprenderão técnicas de percepção do próprio corpo, técnicas de respiração e desbloqueio bioenergético, além de movimentos pélvicos terapêuticos.

 

Cada turma terá no máximo dez participantes e as interessadas podem obter informações pelo telefone 8402 6782 ou pelo e-mail: saber.psi@gmail.com.

 


Avaliação Neuropsicológica

maio 30, 2011

Avaliação neuropsicológica É um importante instrumento para diagnóstico e tratamento de pessoas que por alguma razão tiveram seu funcionamento cerebral alterado. É indicada nos casos de problemas neurológicos e psiquiátricos e deve ser feita por profissional com formação na área. É indicada em casos de avaliação e acompanhamento de TDAH, demências (Tipo Alzheimer, Vascular, etc.); déficit cognitivo pós AVC, TCE; déficit cognitivo pós meningo-encefalites; déficit cognitivo pós intoxicações (metais pesados, etc.); déficit cognitivo associado ao alcoolismo (demência Wernicke Korsakoff; déficit cognitivo associado a drogas (cocaína , cola, etc.); déficit cognitivo na epilepsia;déficit intelectual congênito (em especial retardo grau leve e inteligência limítrofe) entre outros A avaliação neuropsicológica completa envolve as seguintes áreas. • inteligência global; • memória verbal e visual; • memória implícita (casos especiais); • capacidade de aprendizado novo; • atenção; • linguagem; • cálculo, abstração;planejamento; • habilidades visuo-perceptivas e visuo-construtivas; • praxia; • gnosía; • destreza visuo-motora; • tato; • capacidade de formular hipóteses e de modificá-las (flexibilidade cognitiva). A avaliação é feita em etapas, iniciando com uma entrevista e depois são aplicados os testes e atividades que possibilitarão a análise de cada uma das funções descritas acima. Dura de duas a oito sessões.

Agendamentos pelo tel. 8402 6782


Combate à exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes

maio 19, 2011

Ontem ,18 de maio foi Dia do combate à exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes. A poesia abaixo faz parte de um documentário, “Canto de Cicatriz”.

CANÇÃO PARA A MENINA MALTRATADA

Não, não será com métrica
nem com rima.
Uma coisa sem nome violentou uma menina.
Ação barata
sem a prata
do pensamento
o ouro do sentimento
o dia da empatia. Noite.
Uma coisa. Não era o lobo
nem o ogre nem a bruxa,
era a fúria do real
sem o carinho do símbolo.
Stop, a poesia parou.
Ou foi a humanidade?
Stop nada, a menina sente e segue
com métrica, rima, graça, vida.
Onde está tua vitória, ignomínia?
Uma prosa continua
poética como era
saltitante o bastante
para não perder a poesia.
A coisa (homem?) é punida como um lobo
no conto de verdade. E imprime-se um nome
na ignomínia.
A menina liberta expressa
ri e chora, volta a ser
qualquer (única) menina.
Pronta para a métrica
pronta para a rima
pronta para a vida
(canto de cicatriz),
pronta para o amor a dois,
à espera, suave, escolhido.

Celso Gutfreind


Consciência corporal e sexualidade feminina

maio 10, 2011

Mini-curso:

“CONSCIÊNCIA CORPORAL  E SEXUALIDADE FEMININA

Destinado exclusivamente para mulheres com interesse em desenvolver a percepção de seu próprio corpo, integrando sua sexualidade de forma positiva e criativa.

Conteúdo:
Percepção do corpo: tensão e relaxamento

Técnicas de desbloqueio energético

Movimentos pélvicos terapêuticos

Público alvo: mulheres com idade a partir de 18 anos

Carga horária: 6 horas

Datas:

Turma 1: 01 e 02/07/2011

Turma 2: 05 e 06/08/2011

Turma 3: 02 e 03/09/2011

AS AULAS ACONTECEM NA SEXTA-FEIRA DAS 19H  às 21:30 E NO SÁBADO das 15H às 17:30

VAGAS LIMITADAS

Local:
Rua Getúlio Vargas, 2684. Bairro São Cristóvão. Porto Velho –RO

Ministrante: Psicóloga Mariangela Aloise Onofre,
CRP 01 6351-1.

Psicóloga Clínica de abordagem corporal com
formação em terapia bioenergética e sexualidade humana. Psicóloga Forense.
Professora de cursos de graduação e pós graduação. Bailarina e Coreógrafa.

Outras informações: 8402 6782 ou saber.psi@gmail.com


abril 20, 2011

O cérebro é mais vasto que o céu,
Pois se os pomos lado a lado,
Aquele o outro contém
Fácil – e a você também

O cérebro é mais fundo que o mar
Ponha-se azul contra azul
Aquele o outro absorve
Como a esponja baldes sorve

O cérebro é do peso de Deus –
Sopese-os com precisão –
E vão diferir, se é o caso,
Como a sílaba do som.”
Emily Dickinson


Relações entre cultura e desenvolvimento

abril 20, 2011

RELAÇÕES ENTRE CULTURA E DESENVOLVIMENTO

Mariangela Aloise Onofre

De acordo com Bosi (1992), “cultura é o conjunto das práticas, das técnicas, dos símbolos e dos valores que se devem transmitir às novas gerações para garantir a reprodução de um estado de coexistência social” (pág.16). Ainda de acordo com esse autor, nas sociedades urbanizadas a noção de cultura foi associada a melhores condições de vida, fato almejado por todas as classes e grupos sociais. A partir do séc XVIII a cultura foi associada à noção de progresso tecnológico, fazendo com que a cultura passe a desempenhar um papel central no que tange ao desenvolvimento das nações mais pobres. O ser humano, enquanto ser biológico possui funções orgânicas de alimentação, repouso, respiração, entre outras, que garantem sua sobrevivência. A forma como essas funções serão desempenhadas será dada, em última instância, pelas relações que se estabelecem entre o ser biológico e o ambiente, o que significa dizer que a permanência dos grupos humanos em seus ambientes será mediada pelo conjunto de significados, crenças, valores, formas de fazer e estruturar pensamentos e atitudes reunidos sob a noção de cultura. O processo de globalização envolve o progresso tecnológico dos sistemas de comunicação, possibilitando o acesso a diferentes sistemas de significados. A lógica da dominação econômica torna-se a lógica da dominação cultural, fazendo com que a o modo de vida dos mais ricos seja legitimada ideologicamente através da circulação de bens e produtos culturais desses paises pelos grupos economicamente mais pobres, que passam a rejeitar e marginalizar seus próprios sistemas de significação e conhecimento, pondo em risco as diferenças identitárias entre os povos, o que levou a elaboração da Agenda 21 da Cultura que afirma que a diversidade cultural é tão importante para a humanidade quanto a diversidade biológica, fator que nos remete imediatamente a uma necessidade de pensar sobre as culturas amazônicas como elementos a serem incluídos dentro da polêmica discussão sobre desenvolvimento sustentável, cujas contradições conceituais não nos cabe discutir neste ensaio. Segundo Loureiro (1995), a expressão cultural que usualmente é identificada como cultura amazônica, é aquela de predominância rural, localizada entre as populações ribeirinhas, repletas de imagens da floresta. No entanto, há que se considerar que a cultura urbana das cidades localizadas na região amazônica possuem peculiaridades diretamente relacionadas ao processo de ocupação da região e sua situação geográfica. Assim, entendemos que aquilo que chamamos de Amazônia não existe como unidade cultural e que os processos colonizatórios estabeleceram, a nível local, as mesmas relações depreciativas com a cultura nativa, da mesma forma que a cultura dos paises ricos se legitima em detrimento da cultura dos paises pobres, a nível global. Tal situação gera implicações na geração de emprego e renda, na formação de mão de obra, nos sistemas educacionais e na própria maneira de se relacionar com o meio ambiente. Além disso, a ausência de políticas que valorizem a produção cultural local, aliada a crescente expansão da televisão que passa a privilegiar como de melhor qualidade a produção dos grandes centros brasileiros torna a cultura urbana das cidades amazônicas profundamente marcada pela ausência de expressões culturais que delimitem os traços identitários que possibilitem traçar parâmetros para as ações de desenvolvimento sustentável, referenciado pelos números de crescimento econômico. Em um mundo em que a facilidade tecnológica torna os produtos cada vez mais semelhantes, somente as culturas que conseguem estabelecer o seu próprio diferencial (sua própria identidade) conseguem consolidar seu espaço competitivo no mercado. Finalmente, a leitura desses índices deve ser subsidiada pelas informações qualitativas, acrescentando à idéia de que a sustentabilidade deve contribuir também para a legitimação dos diferentes modos de vida das comunidades.

REFERÊNCIAS: BOSI, Alfredo. Dialética da Colonização. São Paulo, Cia das Letras, 1992. LOUREIRO, J.J.P. Cultura Amazônica: uma poética do imaginário Belém: Cejup, 1995